A objeção de preço aparece antes mesmo da reunião — e faz todo sentido questionar. Sistema sob medida custa entre R$8.000 e R$60.000 dependendo do escopo. É dinheiro real. Mas antes de fechar a conta no preço do sistema, vale abrir a conta do que sua empresa já está pagando sem perceber.
O que as empresas pagam sem perceber
Retrabalho não aparece no DRE, mas está lá. Quando três pessoas passam quatro horas por semana consolidando dados em planilha, checando versão, corrigindo fórmula quebrada e reencaminhando e-mail com arquivo errado — isso tem custo.
Tem também o custo da decisão errada por dado errado. Fechar um contrato com margem ruim porque a proposta foi montada sem o custo real de produção. Atrasar entrega porque o cronograma estava numa planilha que ninguém atualizou. Perder cliente porque o follow-up dependia de alguém lembrar.
Esses custos são invisíveis porque nunca aparecem em uma nota fiscal. Mas são reais.
Quanto custa um sistema sob medida na prática
A faixa de mercado para sistemas internos sob medida vai de R$8.000 a R$60.000, dependendo de três fatores: quantidade de módulos, volume de integrações (ERP, NF, APIs externas) e complexidade do processo que precisa ser digitalizado.
Um sistema de controle de ordens de serviço para uma empresa com 15 usuários fica na faixa de R$12.000 a R$20.000. Um ERP completo com módulos de RH, financeiro, NF e dashboard executivo pode chegar a R$50.000+.
Esses valores parecem altos até você fazer o cálculo abaixo.
O cálculo que ninguém faz antes de reclamar do preço
Exemplo real:
- 3 funcionários fazem tarefas manuais de consolidação e controle
- 4 horas por semana cada um
- 12 horas/semana · 48 semanas úteis = 576 horas/ano
- Custo médio de R$25/hora (salário + encargos) = R$14.400/ano jogados fora
Em dois anos: R$28.800. Em três anos: R$43.200.
Isso sem contar erros de decisão por dado incorreto, retrabalho de processo, ou o tempo do gestor que deveria estar crescendo o negócio mas está resolvendo problema operacional.
Um sistema de R$18.000 que elimina esse gargalo se paga em 15 meses — e fica rodando por anos.
Dois cases reais
Indústria de ventilação, Jacareí/SP (NDA)
A operação inteira rodava em planilhas dispersas: ordens de serviço em um arquivo, autorizações de fornecimento em outro, controle de horas em um terceiro. Nenhum dado conversava com o outro. Construímos um ERP completo com 10+ módulos integrados. Hoje são 20+ usuários ativos, 100+ notas fiscais emitidas pelo sistema e 20+ OS abertas por mês — tudo em uma única plataforma. O processo que antes dependia de três pessoas verificando arquivos separados agora é automático.
Indústria sob NDA — Sistema de PCP
O cronograma de produção nunca funcionava. Eram 10+ planilhas com versões diferentes, editadas por pessoas diferentes, sem controle de quem tinha a versão certa. O planejamento e controle de produção agora roda 100% digitalizado, com cronograma gerado automaticamente a partir da entrada de pedidos. Zero planilha.
Quando sistema sob medida NÃO vale a pena
Honestidade primeiro: há casos em que sistema sob medida não é a resposta certa.
Se sua empresa tem menos de 5 pessoas e o processo é simples, um SaaS pronto — Notion, Trello, Airtable — resolve por uma fração do custo. Não faz sentido construir do zero o que já existe pronto e funciona.
Se o processo ainda está se formando — a empresa está crescendo rápido e o jeito de trabalhar muda todo mês — construir um sistema agora significa reconstruir em seis meses. Melhor mapear o processo primeiro, estabilizar, depois digitalizar.
Se o orçamento disponível é abaixo de R$8.000 para um sistema de múltiplos usuários, o resultado provavelmente será um sistema incompleto que cria mais problema do que resolve. Nesses casos, prefiro ser honesto na primeira conversa.
Descubra quanto custa o processo manual na sua empresa.
Use nossa calculadora gratuita: 5 perguntas, 2 minutos, e você vê o número real — em reais e em horas por mês.